terça-feira, 17 de abril de 2018

Iridologia - Irisdiagnose



Iridologia é uma ciência que estuda a íris dos olhos, permitindo conhecer a constituição geral (todo o organismo), a parcial (de cada órgão) e aspectos comportamentais do indivíduo, bem como, conhecer os estados evolutivos onde se encontram as alterações.
O que a íris pode revelar:
– nutrientes que o organismo necessita;
– órgãos, glândulas e tecidos fracos do organismo;
– a resistência ou a debilidade da constituição do indivíduo;
– que órgão necessita de atenção primordial;
– o estágio de atividade dos tecidos;
– hiperatividade ou hipoatividade dos órgãos, tecidos e glândulas;
– nível da circulação sanguínea nos vários órgãos;
– assimilação ou deficiência de nutrientes;
– resultados de fadiga física e mental ou estresse no organismo;
– recuperação das habilidades e estabilidades da saúde do organismo;
– formação de material tóxico antes mesmo da formação da doença.
– a manifestação da lei de Hering
“A cura se dá de cima para baixo; de dentro para fora; na ordem inversa do aparecimento do sintoma”.
– resposta ao tratamento;
– introversão e extroversão;
– hemisfério cerebral dominante;
– padrão comportamental.
O que não é possível revelar:
Níveis de pressão arterial, glicemia; tipos de medicamentos ou drogas utilizados pelo indivíduo; intervenções cirúrgicas sofridas; o sexo; gravidez; diagnóstico de tumores; AIDS/ DST; homossexualidade; cálculos renais ou biliares.
Supressão: mecanismo do qual há uma cura “falsa” de algum sintoma, o sintoma desaparece, porém, não houve uma cura efetiva, podendo refletir para outra parte do corpo.
Exame Iridológico:
– posição confortável;
– lupa, lanterna, câmera;
– orientar o interagente para olhar entre as sobrancelhas do iridologista;
– começar pela íris direita;
– sempre examinar as duas íris;
– localizar órgãos primários;
– ter mapa iridológico para anotações.
Anatomia do olho
– A visão além de transmitir as impressões que lhe é atribuída, interfere também em outras manifestações sensoriais como a sensação de fadiga, euforia, mal-estar…;
– didaticamente o sentido da visão é classificado como um processo químico, pois ocorrem alterações químicas para a consecução deste sentido;
  • para que a função do sentido ocorra é imprescindível à ação de tais elementos:
  • órgão receptor: globo ocular compõe-se de várias camadas e duas câmaras, que contém substâncias líquidas:
a)      Camadas do olho:
Camada externa 1. esclerótica (porção branca do olho, função: proteção);
protetora
2. coróide (com pigmentação negra);
Camada média
3. corpo ciliar (músculos ciliares ao redor da íris, processo  vascular ciliares responsáveis por mover o cristalino);
Dois músculos na íris: -esfíncter pupilar- contrair a íris
-dilatador pupilar- dilatar a íris
4. íris (unido ao corpo ciliar – apresenta a pupila)
Camada interna
5. retina (expansão do nervo óptico – camada mais interna) nervosa
Na histologia da retina apresenta: “ponto cego”, que não contém terminações nervosas e a “mancha amarela” região mais sensível aos estímulos luminosos.
b) Câmaras dos olhos: câmara anterior: situada diante da íris;
câmara posterior: para trás da íris e diante da face anterior do
cristalino
AMBAS CONTÊM O LÍQUIDO “HUMOR AQUOSO” QUE É PRODUZIDO PELO CORPO CILIAR
c) Meios transparentes: meios que dão passagem à luz
1. córnea;
2. cristalino: focagem fina de imagens;
3. humor vítreo;
4. humor aquoso.
Anatomia da Íris (6 camadas)
  • se prende ao corpo ciliar;
  • da esclera se começa a córnea;
  • membrana circular retrátil, entre a córnea e o cristalino;
  • centro é a pupila;
  • há muitos nervos – Sistema Nervoso Autônomo.
  • estroma iridal (3ª camada), possui grande quantidade de vasos, tecido de muita contração, forma espiralada. Anel arterial menor: o que vai caracterizar a trança do SNA;
  • camada marginal posterior (4ª  camada), responsável pela contração e dilatação da pupila.
Orla Pupilar interna: a espessura caracteriza a quantidade de energia vital que o organismo apresenta.
  • a cor da íris depende da disposição, do tipo de pigmento e da textura do estroma;
  • as fibras do estroma podem se abrir, formando escavações a que chamamos de criptas, lesões;
  • o esfíncter é inervado pelo Parassimpático, contrair a pupila (miose);
  • dilatador da pupila: fibras músculo liso, inervado pelo Simpático, dilatação da pupila (midríase).
  • Vias condutoras: representada pelos nervos aferentes, que conduzem as impressões até os centros nervosos.
  • Centro de percepção: localizada no cérebro, que transforma as ”impressões em sensações”.
Embriologia e Irisdiagnose (a embriologia fornece subsídios para o embasamento científico da Iridologia)
Mórula – blastocisto – disco bilaminar – disco trilaminar (endoderma, ectoderma e mesoderma – origem a todos os nossos órgãos). Obs.: o ectoderma dá origem ao sist. Nervoso Central e Periférico, epitélio sensorial dos órgãos sensitivos.
* inervação dos intestinos provém do ectoderma e que os vasos sanguíneos do intestino provêm do mesoderma, o que demostra ainda a relação que o mesmo mantém que o restante do organismo. Segundo Jensen (Batello, 1999, p.28), o tubo digestivo mantém uma Interrelação singular entre os 3 folhetos embrionários, fato este que permite a existência de um verdadeiro arco reflexo proveniente do intestino.
Euplasia Tecidual: quadro que corresponde vitaminas aos órgãos e sua origem embrionária.
O entendimento da constituição geral e parcial, bem como da alergia (mecanismo de defesa do organismo), da homeostasia, e da auto regulação, é indispensável, pois são os pilares básicos da Iridologia.
Densidade das fibras da íris: constituição geral do indivíduo;

Órgãos de Choque: órgãos de menor resistência, eles são também chamados de constituição parcial do indivíduo.

Os estágios evolutivos expressos na íris:
Tipo:               agudo          sub-agudo                      crônico           degenerativo
colorações:      branca        branco acinzentada           cinza                    preto
Constituição X Densidade:
A densidade da íris é regida pelas leis genéticas de hereditariedade e sofre influência de pelo menos 4 gerações anteriores.
A Densidade da íris reflete a capacidade do organismo de reagir a tais estímulos e manter a saúde ou de se recuperar, caso seja acometido por alguma doença. A Densidade é medida de 1 a 5, sendo que a Densidade parecida com um tecido de seda recebe ponto 1 (constituição forte), enquanto aquela que se assemelha a um tecido de estopa recebe 5 (constituição fraca).
Lei das Polaridades: um órgão com alteração pode influenciar o órgão situado a 180 graus deste.
Escola Clássica – Dr. Bernard Jensen (dividido em 7 zonas, órgãos identificados em “horas”)
Constituição X Densidade da Iris. Ver a Iris como um relógio, e divide em áreas:
Áreas Cerebrais: estão situadas no mapa na região compreendida entre 11 e 1 h de um relógio, em ambas as íris: na esquerda o hemisfério cerebral esquerdo e na direita: o hemisfério cerebral direito.
Na divisão do cérebro fisiológico: situado na região temporal da íris, estão representadas as funções relacionadas à manutenção do instinto básico de vida como o bulbo, por exemplo, onde estão localizados o centro cardiovascular e o centro respiratório.
Cérebro psicológico: situado na região nasal da íris, existe a representação de áreas que exprimem aquisições cerebrais mais recentes, mais elaboradas, relacionados aos níveis mais elevados da psique. Vide mapa.

Sinais Gerais:
Lesão aberta: área não circunscrita, franqueza nas fibras. Indica que os processos metabólicos estão ativos e há fraca vitalidade.
Lesão fechada: formato redondo e oval. Indica tecidos enfraquecidos com deficiência e lenta eliminação de toxinas.
Psora: provocam manchas que não deixam transparecer as fibras destruídas da íris. Indicam áreas teciduais menos resistentes, que acumulam drogas.
Radio Solaris: raios ou fendas que partem da trança SNA ou da pupila. Indica herança genética com debilidade inerente, que se origina na área intestinal, e absorção das toxinas provenientes do cólon.
Anel de Tensão: são evidenciados como arcos circulares ou porções de arcos quebrados através da íris. Indicam condição de ansiedade e estresse, resulta em uma restrição do suprimento nervoso e sanguíneo.
Arco Senil: arco translúcido na área superior da íris. Sinal clássico de velhice. Representa má circulação, falência da memória e declínio da função cerebral.
Anemia de Extremidades: aparece na periferia da íris na forma de um halo translúcido. Significa dificuldade de circulação sanguínea nos braços, mãos e membros inferiores. Extremidades comumente frias. Quando situado na área cerebral pode indicar senilidade.
Congestão Venosa: pode ser observada pela presença de um halo azul na  intersecção da periferia da íris com a esclera. Indica hipo-oxigenação do sangue, sendo a falta de exercícios e a anemia ferropriva as causas mais comum.
Rosário Linfático: presença de lesões semelhantes a nuvens ou flocos de neve, subjacentes a periferia da íris, assemelhando-se a um anel ou a um rosário. Indica congestão e estagnação do tecido linfático.
Anel de Sódio/colesterol: observado na periferia adjacente à esclera, pela presença de um branco opaco depositado na camada córnea. Indica acúmulo de sais inorgânicos e colesterol no organismo. Há má perfusão sanguínea devido à obstrução arterial. È um sinal de degeneração vascular com hipertensão arterial e cálcio insolúvel circulante no organismo.
Anel de Pele: anel escuro na periferia da íris. Indica dificuldade de eliminação das toxinas pela pele por alterações metabólicas, devido à má circulação e falta de silício.
Anel de assimilação ou absorção: apresenta uma coloração avermelhada ou marrom em torno da pupila. Significa dificuldade de absorção de nutrientes.

Congestão dos seios da face: provoca alterações da coloração na área cerebral da íris, numa tonalidade às vezes amarelada. Indica congestão crônica da área dos seios da face.
Coloração ferrugem / Muco ou catarro: presença de sinais como se fossem nuvens de coloração creme ou marrom claro obscurecendo as fibras da íris em algumas áreas. Acúmulo de muco proveniente da má alimentação, drogas, supressão, dificuldade de eliminar toxinas.
Alterações na TSNA: pode ser observado a num traçado de fibras situado em raio que, idealmente, dista um terço do raio total da íris. Indica a área correspondente ao SNA, à integridade intestinal ou áreas adjacentes. Revela herança genética e as causas dos sintomas reflexos através do corpo, Um órgão pode, reflexamente, afetar outro órgão distante dele.
Hipocloridria: traduz-se em coloração mais escura que o restante da íris, na área que corresponde ao estomago. Indica estomago hipoácido, dificuldade de digerir proteína e falta de sódio orgânico.
Hipercloridria: traduz-se em intensa coloração branca no anel correspondente ao estomago. Indica excesso de ácido clorídrico, estomago hiperácido.
Escola Alemã – Josef Deck (se divide em 6 pequenos anéis, e três grandes zonas, diferente da Clássica que se divide em 7 anéis.)
I – Zona Nutricional                                                 
 1 – estomago
 2 – intestino
II – Zona com órgãos de transportes                     
 3 – sangue/linfa e aproveitamento de nutrientes                           
4 – músculos
III – Zona de Eliminação e                                    
 5 – ossos Desintoxicação                                                   
 6 – pele
Classificação das marcas na íris
1- Marca Estrutural: caracterizados por criptas, lacunas ou favo de mel, debilidade de algum sistema de acordo com a tonalidade e profundidade da marca. É genotípica e irreversível.
2- Marca Reflexa: ligada ao sist. Simpático do SNA.
2.1) Curso Radial – fenotípica e reversível;
2.2) Curso Transversal – genotípica e irreversível (ex: trança do SNA)
3- Marca Fisiológica: marca causada por acúmulo de toxinas. Fenotípica e reversível.
Biótipos da Iridologia Alemã
Íris linfática: sistema mais frágil é o linfático; dificuldade de eliminar toxinas; reações metabólicas mais lentas; raciocínio mais lento; memória de “elefante”; detalhistas; tranqüilos.
–          Linfático Puro: íris azul sem lesão, sem rosário linfático e sem anel s6ódio/colesterol = excessiva produção de muco; comum hipertrofia  de linfóides.
–          Linfático Hidrogenóide: Rosário linfático = diátese ácido úrico (placas escuras); diátese lipêmica ( anel sódio/colesterol)
Íris Hematogênica: cor marrom; tendência a processos agudos com inflamação; evitar excesso mental; digestão rápida e completa; irrita-se facilmente; os instintos básicos estão preservados; falta de perfeccionismo; inteligência viva; pouco persistente; fragilidade no aparelho cárdio-vascular.
–          Hematogênica Puro ou Sanguíneo: Sem anel de tensão = tendência na diminuição dos glóbulos brancos, e dos linfócitos; dificuldade genética em armazenar determinados metais como ferro, iodo e cobre.
–          Hematogênica com ansiedade tetânica: com anéis de tensão = hipertireoidismo; tensão neuromuscular de origem psicossomática; pré-disposição a taquicardia; histeria; ansiedade; angina no peito; dores de cabeça; cólicas uretrais, intestinais e biliares.
Íris Misto Biliar: mistura linfática com hematogênica = sistema muscular, urinário e hepatobiliar; dificuldade de eliminar toxinas; impaciência; força de vontade; grande capacidade imaginativa; necessita dormir pouco; fragilidade fígado, vias biliares,  sistema urinário.
–          Ferrocromatose: manchas psóricas = aumenta a tendência a cálculos renais e biliares.
Método Ray Id- Denny Johnson
Padrão Flor: afastamento das fibras – pétalas = visual chamativo; gesticular próprio; padrão que indica uma constituição que necessita de repouso para se recompor; aprendem através do auditivo; sentem-se atraídas pelo tipo Jóia; quando se desestabiliza emocionalmente sentem raiva e depressão.
Padrão Jóia: expresso por duas ou mais manchas escuras (psora) – diamante = capacidade verbal acentuada; aprendizado visual e emocional; grande eloquência; lentidão gestos e movimentos; analíticos; resistentes às mudanças; reflexivos; racionais; perceptivos, curiosos e intelectuais; em desequilíbrio reage com ansiedade e frustração.
Padrão Corrente: ausência ou condensação das fibras da íris = pessoas altamente intuitivas; possuem características de Flor e jóia; sensibilidade física, mental e intuitiva; em desequilíbrio reage como se estivesse bloqueado, desamparado.
Padrão Agitador: “lesão” + “psoras” – ponta de lança = possuem capacidade de perseverança; aprendem pela intuição e pelo toque; atraídos pela personalidade tipo Corrente; ligado ao movimento e à mudança de vida; extremistas; autoabusivos e destrutivos; poder de decisão e mantém-la por mais tempo; quando em desequilíbrio sentem-se fracassados.
Introversão (concentração) e Extroversão (expansão)
1) Coloração: mais escuro = introvertido
mais claro   = extrovertido
2) maior que 1/3 da TSNA  = extrovertido
menor que 1/3 da TSNA = introvertido
3)  Anel muito irregular = tendência genética, alterações de humor.
Dominância Cerebral
Hemisfério Cerebral Esquerdo: ligado ao raciocínio lógico e concreto, estruturado, racional, realizador, questionador, palavras, pai – olho direito;
 Hemisfério Cerebral Direito: parte intuitiva e raciocínio abstrato, fluente, casual, inspirador, respostas, emoções, mãe – olho esquerdo.
* O olho com maior concentração de cor e maior número de características é o olho dominante.
* Outro dado importante para a dominação do olho dominante é o indicador da vontade. Esta área localiza-se na posição de 2 horas no olho esquerdo e de 10 horas no olho direito.
Anéis Estruturais
Anel de Realização e liberdade: na Clássica corresponde ao anel de stress = conversa mental repetitiva; podem apresentar ansiedade; ações precipitadas; inquietude; pode apresentar hipertensão; problemas digestivos; estafa e nervosismo; líderes pesquisadores.
Anel de Propósito: corresponde ao anel de pele = motivadas, orientadas, perseverantes; dificuldade de tomar decisões; confiança interna; medo de fracassar.
Anel de Harmonia: na Clássica corresponde ao anel ou rosário linfático  = pacificador; idealismo exagerado com excessiva perspectiva; tendem para trabalhos de Ecologia, medicina, enfermagem, e trabalhos terapêuticos.
Anel de Determinação: corresponde ao anel de sódio/colesterol = capazes; extremistas; dificuldade de aceitar mudanças; tendência ao isolamento e depressão.
Pupila: na pupila encontram-se representados funcionalmente os sistemas nervosos somáticos e viscerais, aquele responsável pela vida de relação, este pela vida vegetativa, através do SNA Simpático e Parassimpático. Do mesmo modo, a divisão do sistema nervoso em central e periférico igualmente se encontra na pupila. Atentar-se na degeneração marginal da pupila e nos reflexos pupilares quanto a estímulos de luminosidades.
Esclera: sabe-se que todas as alterações do metabolismo que geram toxinas afetam desde logo as membranas mucosas, tais como a esclera, conjuntiva e outros, portanto, a esclera é o reflexo da saúde e o balanço orgânico do indivíduo.
As principais colorações que podem aparecer são:
–          marcas vermelhas: congestão arterial ativa e também de processos inflamatórios, congestão local dos vasos sanguíneos e excessiva ingestão de amido, açúcar e gordura.
–          marcas brancas e amarelas: hipercolesterolemia, doença hepática e biliar, toxinas sanguíneas, tendências a diabetes e icterícia, alteração dos processos digestivos químicos, principalmente para digerir e assimilar gordura.
–          marcas azuis: congestão venosa passiva, por dificuldade de retorno venoso.
Referencia Bibliográfica
BATELLO, Celso. Iridologia e Irisdiagnose. O que os olhos podem revelar. São Paulo: Ground, 1999.
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